SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

 https://docs.google.com/presentation/d/1ymdOLXwerqTq-WdpYW3gBS7O1GVJLzqaViOgNCnoGGs/edit?usp=sharing slide (NÃO É VÍRUS)


VÍDEO DAAULA :https://youtu.be/Bn53DRscYkA


JUNQUEIRA HISTOLOGIA\ FISIOLOGIA HUMANA DEE\ SOBBOTA \ artigo: FISIOLOGIA DA EREÇÃO PENIANA: UMA BREVE REVISÃO2017 \Tornar-se pai, tornar-se mãe: o processo de construção da parentalidade (scielo 2010)

Observações anatômicas:

Artéria testicular é um ramo da artéria aorta e irriga epidídimo e testículo, se anatoma-se com a artéria deferente

Ducto deferente: é estreito por causa da espessura da parede muscular. Ascende posterior ao testículo, medial ao epidídimo; cruza sobre os vasos ilíacos externos e entra na pelve; ducto da glândula seminal mais ducto deferente – ducto ejaculatório; faz uma anastomose com a artéria testicular, as veias do ducto drenam para o plexo pampiniforme e sua parte terminal para o plexo venoso vesical\prostático

Glândula seminal: obliquoa, As artérias para as glândulas seminais originam - se nas artérias vesicais inferior e retal média, As veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes

Ducto ejaculatório: originam-se perto do colo da bexiga e seguem juntos, anteroinferiormente, atravessando a parte posterior da próstata e ao longo das laterais do

utrículo prostático. As artérias do ducto deferente, em geral ramos das artérias vesicais superiores (mas muitas vezes das artérias vesicais inferiores), suprem os ductos ejaculatórios. As veias unem os plexos venosos prostático e vesical

Próstata: circunda a parte prostática da uretra. A parte glandular representa cerca de dois terços da próstata; o outro terço é fibromuscular. A cápsula fibrosa da próstata é densa e neurovascular, incorporando os plexos prostáticos de veias e nervos. Tudo isso é circundado pela fáscia visceral da pelve, que forma uma bainha prostática fibrosa que é fina anteriormente, contínua anterolateralmente com os ligamentos puboprostáticos, e densa posteriormente onde se funde ao septo retovesical. As artérias prostáticas são principalmente ramos da artéria ilíaca interna. sobretudo as artérias vesicais inferiores, mas também as artérias pudenda interna e retal média. As veias se unem para formar um plexo ao redor das laterais e da base da próstata. Esse plexo venoso prostático, situado entre a cápsula fibrosa da próstata e a bainha prostática, drena para as nveias ilíacas internas. O plexo venoso prostático é contínuo superiormente com o plexo venoso vesical e comunica-se posteriormente com o plexo venoso vertebral interno.

Glândulas bulbouretrais: As duas glândulas bulbouretrais (glândulas de Cowper), do tamanho de uma ervilha cada, situam-se posterolateralmente à parte membranácea da uretra, inseridas no músculo esfíncter externo da uretra . Os ductos das glândulas bulbouretrais atravessam a membrana do períneo com a parte membranácea da uretra e se abrem através de

pequenas aberturas na região proximal da parte esponjosa da uretra no bulbo do pênis. Sua secreção mucosa entra na uretra durante a excitação sexual

 

 


Determinação do sexo

·         Células germinativas: São células indiferenciadas das gônadas que originam espermatozoides

Cromossomos sexuais determinam o sexo genético

·         Cromossomo Y é essencial para o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos masculinos.
·         Independentemente da quantidade de cromossomos X, se eu tiver um cromossomo Y eu serei menino. Se eu tiver só Y e não tiver X, não viverei

A diferenciação sexual ocorre no início do desenvolvimento

·         Estruturas reprodutivas começam a se diferenciarem somente a partir da 7 semana de desenvolvimento.
·         Antes da diferenciação temos tecidos bipotenciais (morfologicamente iguais)
·  
·        Gônada bipotencial: presença de sinal do gene SRY (região determinante do sexo do cromossomo Y) : medula origina testículo; ausência do sinal o córtex origina o ovário.
·         SRY codifica a proteína fator de determinação testicular (TDF) que ativa genes promovedores do desenvolvimento da medula gonadal--- gônada se diferenciou em testículo--- testículo começa a secretar os hormônios: células de sertoli secretando hormônio anti-muleriano (AMH), que causa a regressão dos ductos de Muller, células de Leydig secretam testosterona, que converte ductos de Wolff em epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal, e faz com que os testículos desçam para o escroto,  e di-hidrotestosterona (DHT), que desenvolve a próstata e a genitália externa.
·         5 alfa redutase (enzima) catalisa conversão de testosterona em DHT.
·         Testosterona: crescimento de pelos pubianos, engrossamento de voz, masculinizarão da genitália externa

Padrões básicos de reprodução

·         Testículos masculinos até a puberdade só contém células germinativas, ou seja, gônadas quiescentes (inativas);
·         Na puberdade a mitose das células germinativas (espermatogônias) é retomada
o    Dois tipos :A e a B
·         Via de produção da testosterona: colesterol--- progesterona ou não --- testosterona --- di-hidrotestosterona

O encéfalo controla a reprodução

·         Andrógenos predomina nos homens, mas eles produzem estrogênio e progesterona
·         Testosterona: maior parte secretada pelo testículo e 5% pelas suprarrenais
·         Testosterona nos tecidos periféricos é convertida em DHT devido a ação da 5 alfa redutase
·         Testículo possui enzima aromatase que converte testosterona em estrogênios.
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Vias de controle hormonal

·         O GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) controla a libração de FSH e LH da adenohipófise, então, FSH e LH irão atuar nas gônadas.
·         FSH vai atuar nas células germinativas e nas de sertoli para manter e promover a espermatogênese. O LH irá atuar nas células de Leydig para produzir testosterona.
·         Testículo produz hormônios peptídicos: inibina inibem a secreção de FSH e ativinas tem resultado oposto.
Vias de retroalimentação

·         Níveis de esteroides gonadais baixos a adeno-hipófise vai aumentar a secreção de FSH e LH. Conforme fica moderado os níveis de esteroides gonadais ocorre a retroalimentação negativa. Observação que altas concentrações de estrogênio pode fazer uma retroalimentação positiva ou negativa (positiva, acima de 36 horas, LH aumenta), diferentemente do que ocorre nos androgênios que é sempre negativo.

Liberação pulsátil de GnRh

·         O GnRh é liberado de forma pulsátil pelo gerador de pulso de GnRh. Faz criança entrar na puberdade.

Reprodução masculina

·         FSH é influenciado tanto pelo GnRh quanto pelas ativinas e inibinas. FSH atua nas células de Sertoli e não possui receptores nas células germinativas., estimula o ABP e a produção das inibinas.
·         LH ativa as células intersticiais que fazem, quando tem alta concentração de testosterona retroalimentação negativa no LH e GnRH. Testosterona é mediada pelas células de Sertoli porque as espermatócitos não possuem receptores.

Glândulas acessórias masculinas

·         Glândula bulbouretrais: produzem muco que lubrifica e tampões para neutralizar a acidez da vagina.
·         Vesículas seminais: produzem prostaglandinas que auxiliam na motilidade do espermatozoide e nutrição.
·         Próstata: ajuda na nutrição e nos tampões.
·         Além disso, ajudam na proteção com produtos antibacterianos.
Andrógenos influenciam as características sexuais secundárias.
·         Características sexuais primárias: órgão sexual interno e externo
·         Características sexuais secundárias: desenvolvimento músculos, barba, pelos, espessamento das pregas vocais e feitos comportamentais.
·         Androgênios promovem síntese proteica e podem gerar: psicose, agressividade e depressão.
 
SISTEMA GENITAL MASCULINO
·         Testículo
·         Ductos genitais
·         Glândulas acessórias
·         Pênis

TESTÍCULOS:

·         Produz testosterona e seu metabólito: di-hidrotestosterona
·         Testosterona: espermatogênese, diferenciação sexual (desenvolvimento embrionário e fetal) e controle de gonadotropinas
·         Di-hidrotestosterona:  age em órgãos e tecidos do corpo durante a puberdade e a vida adulta
·         Testículo envolvido pela túnica albugínea (tecido conjuntivo denso), na parte dorsal ela é espessada para formar o mediastino. Desse mediastino sai septos que adentram o testículo formando lóbulos testiculares. (250 lóbulos ocupados por 1 a 4 túbulos seminíferos , septos podem ser incompletos havendo intercomunicação entre eles (envolvidos por tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos, linfático, nervos e células intersticiais)).
·         Túbulos seminíferos produzem espermatozoides e células intersticiais produz andrógeno testicular.
·         Se desenvolvem na posição retroperitoneal.
·         Durante o desenvolvimento fetal eles migram e se alojam no escroto ficando suspenso pelo cordão espermático . Por causa da migração arrastam consigo um folheto do peritônio, a túnica vaginal.
·         Túnica vaginal tem parte do peritônio visceral e parietal que vai recobrir a túnica albugínea nas porções laterais e anterior do testículo.
·         Escroto: temperatura abaixo da intra-abdominal.
Espermatozoides + secreções dos ductos genitais+ glândulas acessórias compõem o sêmen


Perguntas
1)       Quem compõem o sistema genital masculino?
2)       Quais hormônios o testículo produz?
3)       Qual a importância da testosterona e do di-hidrotestosterona?
4)       Por qual túnica o testículo é envolvido?
5)       Como é formado os lóbulos testiculares?
6)       O que há nos lóbulos testiculares?
7)       O que os testículos produzem e os que as células intersticiais produzem?
8)       Onde os testículos se desenvolvem? E o que acontece quando eles descem para o escroto?
9)       O que é a Túnica vaginal?


TÚBULOS SEMINÍFEROS

·         Túbulos seminíferos – túbulos retos vão para a rede testicular no mediatismo (revestido por epitélio simples pavimentoso ou cúbico) – ductos eferentes vão para o ducto epididimário.
·         Parede dos túbulos seminíferos: constituída por epitélio germinativo envolvido por lâmina basal e por uma bainha de tecido conjuntivo
·         Tecido conjuntivo possui fibroblastos e células mioides (achatadas e contráteis (m liso)
·         Células de leyding estão no tecido conjuntivo
·         Epitélio seminífero: células de sertoli e linhagem espermatogênica
·         Linhagem espermatogênica se origina do saco vitelino do embrião por volta do 5 mês
o    Saco vitelínico ----- células germinativas primordiais migram para as gônadas --- origina as espermatogônias

ESPERMATOGÊNESE

·         Espermatogônia está próximo a lâmina basal do epitélio germinativo
·         Espermatogônia pode seguir dois caminhos
o    Continuar se dividindo (células tronco de outras espermatogônias --- tipo A)
o    Ou diferenciam-se (espermatogônia tipo B)
 
 
·         Espermatócito primário pode ser distinguido de duas formas
o    Achados de cromossomos nos seus núcleos, prófase I da meiose é muto longa
o    Sua localização próxima à lâmina basal
·         As espermatogônias tipo B vem da do tipo A. Pontes citoplasmáticas das espermatogônias tipo B podem contribuir para o sincronismo dos eventos da espermatogênese, pois comunica as várias fases desse processo.
Perguntas:
1)       Qual é o caminho dos túbulos seminíferos?
2)       Como é constituída a parede dos túbulos seminíferos e o que envolve essas células?
3)       Onde estão as células de leyding e o qual célula, que exerce contratilidade o tecido conjuntivo tem?
4)       O que o epitélio seminífero tem?
5)       Onde se origina a linhagem germinativa? Quem ela dá origem?
6)       Quais são os caminhos que a espermatogônia pode ter?
7)       Para que serve as pontes citoplasmáticas?


ESPERMIOGÊNESE

·         Espermátides: pequeno tamanho, núcleo com quantidade crescentes de cromatina condensada e formas variadas, inicialmente redondas e depois cada vez mais alongadas, posição perto do lúmen
·         Espermiogênese: formação de acrossomo, condensação e alongamento do núcleo, desenvolvimento do flagelo, perda da maior quantidade do citoplasma;
o    ETAPAS:
§  Complexo de golgi: Bem desenvolvido que começa a acumular proacrossômicos que vão se fundir para formar um grânulo acrossômico no interior da vesícula acrossômica. Centríolos migram par ao oposto e formam o axonema (conjunto de microtúbulos para formar o eixo central do flagelo)
§  Etapa do acrossomo: recobrem a parte anterior do núcleo formando um capuz acrossômico ---- acrossomo com enzimas hidrolíticas ( hialuronidase, neuramidase, fosfatase ácida e uma protease))
§  A membrana plasmática do acrossomo se funde a do núcleo e libera as enzimas (reação acrossômica) (primeiro passo da fertilização)
§  Mitocôndria na parte intermediária
§  Movimento do flagelo: interação entre microtúbulos, atp e dineína (quebra o atp é uma proteína)
§  Espermátides com núcleo mais alongado. Flagelo rumo ao lúmen
§  Etapa de maturação: formam corpos residuais (parte do citoplasma) fagocitados pelas células de sertoli; Espermatozoides vão ao epidídimo pelo fluído testicular (células de sertoli e da rede testicular que produzem)
§  Fluido possui: esteroides, proteínas, íons e proteína que se liga ao andrógeno que transporta testosterona)

CÉLULAS DE SERTOLI

·         São piramidais e vão desde a lâmina basal até o lúmen, núcleo piramidal
·         Túbulos seminíferos são assincrônicos: ciclo do epitélio seminífero
·         Possui muito retículo endoplasmático liso, complexo de golgi bem desenvolvido, muitas mitocôndrias e lisossomos. TEM NUCLÉOLO EVIDENTE
·         Se unem por junções ocludentes formando a barreira hematotesticular e separam túbulos.  Espermatogônias estão abaixo da barreira
·         Alguns tipos A ficam sobre essa estrutura ocupando o compartimento adluminal, iniciando a espermatogêne formando o tipo B; outros ficam abaixo dela no compartimento basal.
·         Células de sertoli possuem recesso que abrigam linhagem espermatogênica (espermatócitos e espermátides)
·         Células de sertoli tem reentrâncias que entram no citoplasma das células espermatogênicas trocando nutrientes e metabólicos. Além disso, a barreira feita pelas células de sertoli protege contra ataques imunológicos
·         FSH e testosterona controlam a liberação de proteína ligante de androgênio pelas células de sertoli, pois concentra testosterona nos túbulos seminíferos onde ocorre a espermatogênese
·         Células de sertoli consegue transformar testosterona em estradiol e produzir inibina (diminui secreção de fsh) e hormônio antimuleriano

PERGUNTAS:
1)       Quais são as etapas da espermiogênese?
2)       O que acontece em cada uma delas?
3)       O que existe no fluído testicular?
4)       Quais as funções das células de sertoli?
5)       Para que servem as junções ocludentes das células de sertoli?
6)        Onde estão as espermatogônias e as demais células da espermatogênese?
7)       Como as células que estão na lâmina adluminal se nutrem?
8)       Para que é importante as células de sertoli liberarem a proteína ligante de androgênio?
9)       Quais hormônios as células de sertoli possuem?


FATORES QUE INFLUENCIAM A ESPERMATOGÊNESE

·         FSH age nas células de sertoli estimulando o abp
·         LH age nas células intersticiais estimulando produção de testosterona (sai por difusão)
·         Temperatura dos testículos 35 graus – plexo pampiniforme envolve as artérias troncando calor; evaporação e músculos cremastéricos do cordão espermático que traciona os testículos.
·         Desnutrição, alcoolismo e outras substâncias

TECIDO INTESTICIAL

·         Os espaços entre os túbulos seminíferos do testículo são preenchidos com tecido conjuntivo, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos
·         Vasos sanguíneos permitem a passagem de macromoléculas
·         Testosterona sintetizada por enzimas encontradas em mitocôndrias e no retículo endoplasmático liso das células de Leyding
·         Durante a gravidez o GH da placenta estimula as células intersticiais a produzir andrógenos. Depois dos 4 meses de gestação permanecem inativas até a puberdade.
 
DUCTOS INTRATESTICULARES EXTRATESTICULARES
 
·         Intra: túbulos retos, rede testicular e ductos eferentes (cuboide com cílios (batem) e sem ( absolvem fluido dos túbulos seminíeros)
·         Extra: ducto epididimário, deferente e uretra
·         Ducto epididimário: forma corpo e cauda do epidídimo, altamente enovelado; epitélio colunar pseudoestratificado, tem enterocílios nas células colunares, absorve e digere corpos residuais das espermátides; tem musculatura lisa (mover o espermatozoides), tecido conjuntivo frouxo.
·         Ducto deferente: termina na uretra; lúmen estreito, tem espessa camada de m liso, tem epitélio pseudoestratificado colunar com enterocílios, tem lâmina própria com fibras elásticas; faz parte do cordão espermático (artéria testicular, plexo pampiniforme e nervos), forma a ampola
 
·         Ducto ejaculatório (próstata mais ducto eferente) – entra na próstata e não tem musculo liso, pseudoestratificado colunar
 
GLÂNDULAS ACESSÓRIAS
 
·         Vesícula seminais: epitélio cuboide ou pseudoestratificado colunar; lâmina própria com fibras elásticas, tem espessa camada músculo liso, secreta carboidratos (frutose, fonte energética). Atividade secretora depende dos níveis de espermatozoides.
·         Próstata: A próstata tem três zonas distintas: a zona central (cerca de 25% do volume da glândula), a zona de transição (hiperplasia) e a zona periférica (câncer) (cerca de 70% da glândula); Podem ter corpora amylecea (corpos esféricos formados por glicoproteína); Epitélio cuboide alto ou pseudoestratificado colunar, m liso , uretra. Regulado pela tetosterona
 
·         Glândulas bulboretrais: epitélio cúbico simples secretor de muco (lubrifica); tem musculatura esquelética e lisa
 
PÊNIS
 
·         os corpos cavernosos do pênis – estão localizados na parte dorsal do pênis. O terceiro, localizado ventralmente, é chamado corpo cavernoso da uretra ou corpo Esponjoso e envolve a uretra, e dilata formando a glande
·         Epitélio pseudoestratificado colunar da uretra e na glande epitélio pavimentoso estratificado
·         Glândulas de littré são encontradas aqui
·         Prepúcio tem tecido conjuntivo com m liso
·         Copos cavernosos são envolvidos por túnica albugínea (tecido conjuntivo denso)
·         Ereção do pênis controlado por impulsos nervoso sobre o m liso das artérias e sobre o m liso das trabécular (fibras de tecido conjuntivo) que cercam os espaços vasculares dos corpos cavernosos.
·         A ereção ocorre quando impulsos vasodilatadores do parassimpático causam o relaxamento da musculatura dos vasos penianos e do músculo liso dos corpos cavernosos. A vasodilatação também se associa à concomitante inibição de impulsos vasoconstritores do simpático. A abertura das artérias penianas e dos espaços cavernosos aumenta o fluxo de sangue, que preenche os espaços cavernosos, produzindo a rigidez do pênis. A contração e o relaxamento dos corpos cavernosos dependem da taxa de cálcio intracelular, que, por sua vez, é modulada por monofosfato de guanosina (GMP). Após a ejaculação e o orgasmo, a atividade parassimpática é reduzida, e o pênis volta a seu estado flácido.
 
 
 
ASPECTOS PSICOSSOCIAIS:
 
SER MÃE, SER PAI
·         as identificações feitas na infância influenciam e determinam a forma como cada um de nós poderá exercitar a parentalidade.
·         Freud, a gestação é procurar, através da valorização afetiva da criança, resgatar seu próprio narcisismo infantil perdido. Função "reparadora", ou seja, de suturar as feridas narcísicas de seus próprios pais
·         Assim, o processo de filiação se inicia antes do nascimento do bebê, a partir da transmissão consciente e inconsciente da história infantil dos pais, de seus conflitos inconscientes, da relação com seus próprios pais, que colorem sua própria representação sobre a parentalidade.
·         Interações atuais com o bebê, englobando as fantasias parentais, medos, sonhos, lembranças da própria infância e profecias sobre o futuro do bebê.
·         Na interação dos pais com os filhos, ou seja, a narrativa da história passada pode ser tão relevante como a história passada em si. 
·         Diminui o meu olhar para o exterior e fico mais consciente sobre os meus pensamentos (o discurso da mãe com sua própria mãe, especialmente com a mãe de sua infância, seu discurso com ela mesma, especialmente com ela mesma como mãe, e seu discurso com o bebê), isso faz com que haja realimento dos interesses e desejos.
·         través de sua identificação com a gravidez da mulher, o homem divide com a mulher alguns sintomas e ela, em retribuição, inclui o pai em suas representações do bebê, criando um espaço para os cuidados paternos, antes mesmo do nascimento do filho
 
A parentalização dos pais
·         nascimento de um filho transforma definitivamente o psiquismo de cada um dos pais (s projeções e representações parentais sobre o bebê)
·         Nem sempre esse processo coincide com o nascimento do bebê, sendo comum algumas mães tentarem reter o objeto interno perdido, tendo dificuldade em olhar para seu bebê.
·         A função paterna, enquanto função de mediação entre a mãe e o bebê, auxilia a mãe a reconhecer o bebê em sua dimensão de sujeito e alteridade, já que para o pai o bebê se constitui como objeto externo desde a concepção
·          parentalidade como um processo de co-construção, que é modificado pela presença real do bebê.
FISIOLOGIA DA EREÇÃO
·         Envolve: relaxamento do músculo liso do corpo cavernoso, aumento do fluxo arterial peniano e restrição do fluxo venoso de saída
·         O corpo do pênis é envolvido, basicamente, por uma camada superficial de fáscia – a túnica dartos – e uma profunda – a fáscia de Buck.
·         As artérias penianas são ramos indiretos da artéria pudenda interna, ramo da artéria ilíaca interna (hipogástrica). A artéria pudenda interna se trifurca na artéria do corpo esponjoso (do bulbo do pênis), artéria do corpo cavernoso (profunda do pênis) e artéria dorsal do pênis.
·        
·         As artérias do corpo cavernoso cursam por cada corpo cavernoso longitudinalmente e formam artérias helicoidais, que são responsáveis pelo fluxo nos espaços vasculares do corpo cavernoso, levando à ereção. A artéria dorsal do pênis viaja abaixo da fáscia de Buck dando ramos circunflexos para os corpos cavernoso e esponjoso.
·         A drenagem venosa peniana pode ser dividida em profunda e superficial.
·         O sistema superficial drena todo o tecido acima da fáscia de Buck para a veia safena magna. Já o sistema venoso profundo, o qual drena o tecido abaixo da fáscia de Buck, drena para o plexo da veia pudenda interna.
·         A veia dorsal profunda drena o sangue dos corpos cavernosos e esponjoso e da glande.
·         Especialmente, a drenagem venosa do corpo cavernoso ocorre através das veias subtúnicas, as quais são comprimidas e ocluídas pela expansão dos espaços sinusoidais durante a ereção. A compressão das veias subtúnicas é condição essencial para uma ereção adequada e esse fenômeno é chamado de “mecanismo oclusivo venoso.
·        
·         O relaxamento do músculo liso das arteríolas que suprem os espaços sinusoidais resulta em um aumento do fluxo sanguíneo para o corpo cavernoso, desencadeando a ereção peniana. A detumescência (o oposto da ereção) é também um processo ativo, que necessita da contração do músculo liso do corpo cavernoso sob estimulação simpática. Todas essas alterações no tônus do músculo liso cavernoso se traduzem em modificações no fluxo arterial peniano,
 
FASES DA EREÇÃO
1)    Essa fase é caracterizada pelo progressivo relaxamento do músculo liso arterial resultando em um rápido influxo de sangue no corpo cavernoso. O influxo é contínuo devido ao ciclo cardíaco e leva inicialmente a um enchimento isométrico – fase 1A. Então, ocorre um progressivo aumento da pressão intracorporal peniana de 11mmHg, valor normal para o estado flácido, para aproximadamente 25mmHg – fase 1B. Durante a fase 1, há apenas uma leve elongação e um leve enchimento peniano.
2)    Conforme o fluxo sanguíneo continua, associa-se com aumento da pressão cavernosa, que passa de 25mmHg para 40mmHg. O começo dessa fase se apresenta pela progressiva diminuição na velocidade final diastólica, devido ao aumento da pressão intracorporal. Por fim, a velocidade final diastólica se torna zero quando a pressão intracavernosa se iguala à pressão diastólica. Há também uma queda nos picos da velocidade sistólica.
3)    Essa fase é identificada quando o fim do fluxo diastólico alcança zero. O contínuo influxo de sangue e a progressiva distensão dos espaços sinusoidais comprimem o plexo venoso subtúnico contra a túnica albugínea. Esse mecanismo, chamado de “mecanismo oclusivo venoso”, impede a saída de sangue através das veias, levando a um aumento da pressão intracavernosa. Isso leva a uma progressiva redução na duração do influxo sistólico e picos de velocidade sistólica
4)    Essa fase é caracterizada pelo fluxo diastólico reverso que inicialmente se desenvolve no fim da diástole enquanto a pressão intracavernosa se torna maior que a diastólica. Conforme a pressão intracorporal aumenta, o fluxo reverso se torna totalmente evidente na diástole.
5)    Essa última fase tem como característica a progressiva perda de sinais dos fluxos diastólico e sistólico. A perda se torna completa quando a pressão intracavernosa alcança a pressão sistólica. A primeira metade dessa fase é definida pela perda do fluxo sistólico adiante e do fluxo diastólico reverso. A perda do fluxo reverso é inicialmente notada durante o fim da diástole, enquanto a velocidade e duração do componente sistólico decrescem continuamente. A segunda metade é o estágio final do ciclo de fluxo e é caracterizado pela perda dos fluxos diastólico e sistólico e por um aumento da pressão intracavernosa que leva a contração do músculo isquiocavernoso. Durante essa metade, os corpos cavernoso se tornam espaços funcionalmente inativos, praticamente sem fluxo sanguíneo
Fase de detumescência:
A detumescência é iniciada pelo relaxamento do músculo isquiocavernoso e é consequência da ativa contração do músculo liso cavernoso sob estimulação nervosa simpática.
1)    A detumescência é iniciada pelo relaxamento do músculo isquiocavernoso e é consequência da ativa contração do músculo liso cavernoso sob estimulação nervosa simpática.
2)    Caracterizada pela progressiva e lenta diminuição da pressão levando a uma lenta reabertura dos canais venosos com reconstituição nos níveis basais de influxo arterial
3)    Caracterizada pela rápida redução da pressão intracavernosa devido a um restabelecimento total da capacidade venosa de efluxo

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